Quem fotografa sorriso para comparar evolução costuma errar no mesmo ponto: trata a foto como marketing antes de tratá-la como registro. O antes e o depois só funcionam quando nada muda entre as duas fotos além do tratamento — mesma luz, mesma posição, mesmas tomadas. Sem esse pacto, qualquer comparação vira peça publicitária frágil na primeira contestação.
Luz: use a mesma em todas as sessões — luz do refletor na mesma intensidade ou luz natural da mesma janela, sem flash improvisado de última hora. Luz diferente muda cor de dente e gengiva e invalida a comparação, mesmo quando o tratamento foi bem executado.
Enquadramento: defina três tomadas e repita todas — frontal sorrindo, frontal com lábios afastados e lateral direita. Marque no chão a posição da cadeira e use a mesma distância focal do celular ou da câmera, para que o rosto ocupe o mesmo espaço nas duas sessões.
Boca: afastadores labiais e, quando possível, espelhos intraorais. Sem eles, o depois sempre parece melhor só porque mostra mais — e isso não é prova de nada. Contexto: anote data, procedimento realizado e profissional responsável. Fotos clínicas sem data viram peça de marketing duvidosa na primeira contestação.